Queimadas preocupam moradores do Amazonas e acendem alerta ambiental
O número de focos de calor na região metropolitana de Manaus e em municípios próximos aumentou significativamente em outubro de 2026, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).
De acordo com a análise, entre os dias 4 e 14 de outubro foram registrados 5.598 focos de calor. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 149 registros — uma diferença de aproximadamente 37 vezes.
O levantamento utilizou dados de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para acompanhar a situação em 19 municípios das regiões metropolitana e central do Amazonas.
Entre janeiro e 14 de outubro deste ano, esses municípios acumularam 15.674 focos de calor. Autazes, Maués e Itacoatiara estão entre as localidades com maior número de registros.
Segundo pesquisadores, a estiagem e as condições climáticas mais secas favorecem a propagação do fogo. No entanto, a ocorrência de incêndios também está relacionada à ação humana, especialmente ao uso inadequado do fogo para limpar terrenos e preparar áreas rurais.
As queimadas representam riscos para a floresta, os animais silvestres e as comunidades locais. A fumaça também pode prejudicar a qualidade do ar e agravar problemas respiratórios.
Equipes ambientais e brigadistas atuam no combate aos incêndios e no monitoramento das áreas afetadas.
Conclusão: o aumento dos focos de calor reforça a importância da prevenção de queimadas, da fiscalização ambiental e da proteção das florestas amazônicas.
Fonte: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), com dados do INPE, publicados em 21 de outubro de 2026.
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